Balneário Camboriú aterra o mar para alargar faixa de areia

Em breve, os veranistas de Balneário Camboriú desfrutarão de uma faixa de areia com mais sol e menos disputas de espaço. Apesar de ter sido iniciada em março, a obra que visa deixar a Praia Central três vezes mais larga só começou a tomar forma no final de agosto, quando a circulação de embarcações na orla foi proibida para não atrapalhar o trabalho da draga Galileo Galilei.

Para quem está se perguntando, a draga é uma embarcação responsável por extrair, a cada dia, cerca de 40 mil metros cúbicos da areia encontrada no fundo do mar, a 15 quilômetros da costa. O material viaja através de um sistema de 360 tubos, cada um pesando quase 6 toneladas, até chegar na orla, onde homens e máquinas finalizam o processo distribuindo a areia uniformemente.

A meta é que até o fim de outubro, antes do início da temporada de verão, a faixa de areia tenha passado de 25 para 70 metros de largura. Os avanços estão sendo registrados por 13 câmeras, que transmitem imagens da obra em tempo real no site novapraiacentral.com.br. Ainda assim, o projeto chamou atenção de curiosos, que foram assistir ao trabalhos presencialmente.

A Prefeitura de Balneário Camboriú afirma que as obras de aterro, estimadas em R$ 67 milhões, visam diminuir os problemas causados pelo avanço da maré, que no passado já inundou a Avenida Atlântica, principal via da cidade. Porém, a chamada “engorda artificial” também tem como objetivo fortalecer o turismo e ampliar as possibilidades de lazer na Praia Central, que mudou muito da década de 1990 para cá.

Nos últimos 30 anos, o badalado destino litorâneo recebeu o apelido de ‘Dubai brasileira’ pela construção de arranha-céus que deixam a faixa de areia sob as sombras no início da tarde. Inclusive, é na Praia Central que está sendo construído o Yachthouse, futuro edifício mais alto do Brasil, com 275 metros de altura.

O problema de construções na orla fazendo sombra durante parte do dia também atinge a praia da Boa Viagem, no Recife, e de Vila Velha, no Espírito Santo. O procedimento de dragagem já foi usado para alargar a faixa de areia de Copabacana (Rio de Janeiro), que aumentou em 80 metros em 1971, e de Canasvieras (Santa Catarina), que ampliou em 50 metros no ano passado.

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